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Ministério da Cidadania abre consulta pública sobre reforma da Lei de Direitos Autorais

Qualquer cidadão pode contribuir com a consulta on-line, que será utilizada para incrementar a legislação sobre a matéria

publicado: 28/06/2019 15h40, última modificação: 02/07/2019 18h56

O Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial da Cultura, abriu nesta sexta-feira (28) uma consulta pública sobre a necessidade de se reformar a Lei de Direitos Autorais (LDA). Este é o primeiro passo do governo federal para a construção de um anteprojeto de lei para a reforma da LDA e para a formulação de uma política pública destinada ao setor que inclua a participação da sociedade civil.

Fonte: http://cultura.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/escrit%C3%B3rios-direitos-autorais-destac%C3%A3o-768×432.png

A Lei n° 9.610, de 1998, que regula os direitos autorais no Brasil, completou 20 anos em 2018 com apenas uma mudança legislativa, que tratou de dispositivos relacionados especificamente à gestão coletiva de direitos autorais. É necessário, portanto, atualizar a lei, em particular para lidar com as novas tecnologias e os novos modelos de negócios que surgiram ao longo desse período. Entre as áreas diretamente relacionadas ao tema, estão os serviços de streaming de música, livros, filmes e seriados; plataformas de disponibilização e compartilhamento de conteúdo por terceiros; tecnologias de inteligência artificial, coleta de dados, impressão em 3-D e realidade virtual.

A União Europeia e países como Canadá e Estados Unidos têm discutido, internamente, a reforma de suas legislações de direitos autorais em razão dessas mudanças contemporâneas. Recentemente, por exemplo, a União Europeia aprovou uma diretiva sobre Direitos Autorais no Mercado Único Digital. “O mundo vai evoluindo e vai se percebendo que há essa necessidade de outras abordagens para adequar à nova realidade”, avalia o secretário de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual do Ministério da Cidadania, Maurício Braga. “E esse processo tem que ser o mais democrático possível”, salienta.

Com a rápida evolução tecnológica dos dias atuais, em que diariamente surgem novas plataformas e modelos de negócios que fazem uso de obras e conteúdos protegidos por direitos autorais, é necessário garantir que o sistema de direitos autorais esteja funcionando corretamente, de modo a assegurar um cenário econômico, social, cultural e jurídico propício não apenas para criadores e empreendedores, mas também para a sociedade em geral.

Direitos e deveres no cotidiano

O secretário de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual destaca que a área impacta a vida de todos, ainda que nem todos saibam disso. Quando tiramos uma selfie com um grupo de amigos, fazemos um vídeo no smartphone ou produzimos um texto ou um desenho para uma página na internet, produzimos uma obra intelectual. Além disso, fazemos uso de obras e conteúdos protegidos por direitos de autor e direitos conexos quando lemos um livro, vemos uma peça de teatro, ouvimos uma música, usamos um software de computador ou assistimos a um filme ou uma série.

O direito autoral garante ao criador e ao titular o direito de evitar que outros copiem e distribuam sua obra sem autorização. “Hoje ficou tão comum baixar uma música, um vídeo, que as pessoas não sabem que estão violando o direito autoral, cometendo um crime. Então, ao participarem da consulta pública, elas vão perceber o que é o direito autoral, o limite, até onde elas podem ir”, explica Maurício Braga. “Essa conscientização é importante para que as pessoas percebam que elas têm direitos, mas precisam entender, também, quais são os seus deveres”, conclui o secretário.

Consulta pública aberta na internet

As contribuições à consulta pública podem ser feitas por meio da página da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual (Sdapi), que conta com um espaço específico para consultas públicas. A consulta tem duração de 60 dias e destina-se ao público em geral, incluindo representantes da Academia, de órgãos e instituições públicas e privadas e da sociedade civil como um todo.

As contribuições recebidas são de uso exclusivamente interno da equipe técnica da Sdapi. Os dados pessoais dos participantes da consulta são sigilosos e serão utilizados apenas para identificar os diferentes setores que contribuem sobre o tema.

Para fazer a contribuição à consulta pública, acesse o endereço http://cultura.gov.br/secretaria/secretarias/sdapi-secretaria-de-direitos-autorais-e-propriedade-intelectual/.

Bruno Romeo
Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania

Disponível em: http://cultura.gov.br/ministerio-da-cidadania-abre-consulta-publica-sobre-reforma-da-lei-de-direitos-autorais/?fbclid=IwAR1N7z-6FMO018c744ISvNijwhsapKmkiMieXt4-QhouI5upAZzWPddoeiw . Acesso em: 3 jul. 2019.

15/ago, Reunião Aberta: a reforma da Lei de Direitos Autorais

31.07.19 | admin

O capítulo brasileiro do CC vai organizar, no dia 15 de agosto, sua segunda reunião aberta de 2019. A proposta da reunião é discutir temas importantes ao capítulo de forma aberta e colaborativa, trazendo perspectivas diversas para a construção de um conhecimento livre e uma articulação entre pessoas, entidades e coletivos em prol de licenças livres e mais acesso aberto no Brasil.

A reunião desse semestre terá como pauta principal a Reforma da Lei de Direito Autoral no Brasil. Em julho deste ano, o Ministério da Cidadania – que incorporou o Ministério da Cultura, responsável anterior pela discussão de uma reforma na lei de direitos autorais brasileira – abriu uma consulta pública para discutir novamente a questão.

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Banner de divulgação feito pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus). CC BY ND 3.0

No mês de abril, foi aprovada uma Diretiva sobre Direitos de Autor, na União Europeia, que é apontado como um dos fatores para a reabertura da consulta agora. Na reunião, vamos organizar a nossa atuação e discutir a contribuição que faremos como capítulo, tendo em vista o equilíbrio no campo do direito autoral e as pautas do acesso ao conhecimento, à educação e à cultura.

Uma segunda pauta da reunião aberta é a aproximação de outras questões ao capítulo brasileiro do CC, como educação aberta, acesso aberto, e ciência aberta. E, além disso, falaremos e responderemos a dúvidas sobre formas de colaboração com o capítulo.

Reunião Aberta Creative Commons Brasil

Dia 15 de agosto, 19h00 – 20h30

Local (físico em São Paulo): InternetLab

Avenida Ipiranga 344 conjunto 11B, Centro, São Paulo-SP

Para conectar remotamente: https://meet.jit.si/CreativeCommonsBrasil

Disponível em: https://br.creativecommons.org/15-ago-reuniao-aberta-a-reforma-da-lei-de-direitos-autorais/. Acesso em: 1 ago. 2018.

Webinar da IFLA sobre a reunião regional da OMPI para a América Latina e Caribe

Os seminários regionais da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) sobre exceções e limitações aos direitos autorais oferecem uma oportunidade única para influenciar os tomadores de decisão e destacam a necessidade de direitos autorais adequados para bibliotecas e outras instituições de direitos autorais. patrimônio cultural.

O seminário regional organizado pela WIPO na América Latina e Caribe será realizado em Santo Domingo, República Dominicana, de 4 a 5 de julho, e reunirá autoridades dos escritórios de direitos autorais, representantes de ONGs e funcionários da OMPI. Juntos, eles analisarão os regimes legais e os desafios enfrentados pelas bibliotecas, arquivos, museus e instituições educacionais e de pesquisa na região.

Junte-se a nós em 4 de junho de 2019 às 17:00 CET (13:00 no Brasil) para um webinar de 45 minutos em espanhol!

Durante este webinar, IFLA, juntamente com representantes da região (David Ramirez Leonardo Ramirez e Virginia Inés Simon), vamos apresentar o que abordar o seminário regional para a América Latina e Caribe, os objectivos da IFLA, a ideia de um instrumento direito internacional e seu impacto, e como participar.

O link para acessar o webinar está disponível aqui. Não é necessário se registrar.

Consulte nosso guia “Descubra a OMPI” para obter mais informações sobre a OMPI e o trabalho que realizamos lá, além do nosso seminário on-line: Bibliotecas, direitos autorais e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Fonte: Divulgação por e-mail da IFLA LAC

18 livros e textos para entender Privacidade e Proteção de Dados Pessoais

Há, cada vez mais, interesse por parte de profissionais de todas as áreas no tema da privacidade e proteção de dados pessoais. Em uma sociedade cada vez mais orientada e movida por dados (data-driven society), é difícil imaginar uma situação na qual o tópico da privacidade não está posto de forma direta ou indireta.

Entidades públicas e privadas de todos os tipos, não só aquelas que prestam algum tipo de serviço online, estão criando posições ou mesmo todo um time para auxiliar os chamados Data Protection Officer/DPO ou os Chief Privacy Officers (CPO). Com a chegada da nova regulamentação europeia de proteção de dados pessoais – a General Data Protection Regulation/GDPR – estima-se, por exemplo, que mais de 28 mil profissionais com essa expertise serão contratados.

No campo acadêmico não é diferente. De iniciações científicas a teses de livre-docência, é recorrente que os respectivos recortes de pesquisa estejam voltados para algumas das várias reflexões possíveis em torno da proteção à privacidade e aos dados pessoais. Há toda uma agenda de pesquisa sendo formatada.

Em meio a todo esse cenário de ebulição, muitos desejam iniciar seus estudos e se capacitar para esse novo mercado. Mas por onde começar? A lista de textos abaixo inicia uma resposta a essa pergunta. Uma escolha bastante arbitrária, devo confessar, que conjuga livros e artigos nacionais e estrangeiros, escritos por autores de diversas gerações e publicados em momentos bastante distintos. Boa leitura!

1) Privacy in context, de Helen Nissenbaum

Multicitado por engenheiros, cientistas políticos e juristas, o livro “Privacidade em Contexto” aponta para o valor social e político da privacidade. Uma visão filosófica de que as pessoas não querem simplesmente restringir o fluxo das suas informações pessoais, mas que o seu trânsito se dê de forma apropriada de acordo com o contexto das suas esferas socais. Isso impõe pensar em “normas informacionais” que governem a “integridade” do fluxo das informações, levando-se em consideração principalmente as suas implicações sobre a capacidade de autodeterminação dos indivíduos. O relato teórico da filósofa sul-africana, atualmente professora da Cornell Tech University, joga luz sobre problemas bastante concretos e atuais, como, por exemplo, as implicações éticas sobre os diversos re(usos) de uma base de dados possibilitado por tecnologias como Big Data.

2) The Governance of Privacy, de Colin Bennet e Charles Raab

Escrito por dois cientistas políticos que conjugam as experiências norte-americana e europeia, o livro se debruça sobre o que se chamou de “caixa de ferramentas” da regulação da Privacidade. É um livro sobre teoria da regulação da proteção de dados pessoais, o qual mapeia os mecanismos de autorregulação, corregulação e regulação estatal desse campo (códigos de boas condutas, selos de certificação, autoridades garantes e privacy commissioners etc). Ao final, o leitor terá uma fotografia dos objetivos, instrumentos e impactos de toda a estrutura de “governança da privacidade”.

3) The Electronic Eye, de David Lyon

O sociólogo canadense faz uma incursão pelas entranhas do que chama de sociedade de vigilância, colocando em perspectiva que o controle e a participação social são cada vez mais condicionados pela coleta, processamento e compartilhamento de dados pessoais. Da concepção do estado welfarista (estados do bem-estar social) até a reconfiguração das relações de consumo e de trabalho, os capítulos dessa obra, escrita em 1994, permanecem atuais para compreender como a dinâmica social está toda estruturada no uso das informações pessoais do cidadão-consumidor-trabalhador para classificá-lo, categorizá-lo (social sorting), e decidir se ele terá acesso a um benefício social, a um bem de consumo e ao mercado de trabalho.

4) A vida na Sociedade da Vigilância, de Stefano Rodotà

Um dos maiores juristas da história (não só no campo da proteção de dados pessoais) e ex-presidente da Autoridade Garante Italiana de Proteção de Dados Pessoais, Stefano Rodotà é leitura obrigatória. Nessa obra, que é a tradução de parte dos artigos do jurista italiano, o leitor encontrará uma análise dogmática precisa, sem perder de vista as respectivas implicações práticas, entre direitos irmãos, mas autônomos: privacidade e proteção de dados pessoais.

5) Da privacidade à proteção de dados pessoais, de Danilo Doneda

Escrita em 2006, é impressionante como principalmente os dois primeiros capítulos dessa obra ainda permanecem extremamente atuais para questões até hoje enfrentadas no campo da proteção de dados pessoais. Ao fazer uma incursão pelos direitos da personalidade e pela interdependência entre tecnologia e privacidade (arquitetura da privacidade), os referenciais teóricos da obra de Danilo Doneda são atemporais e permanecem guiando os estudos desse campo.

6) Privacidade, mercado e informação. In Coleção doutrinas essenciais de Responsabilidade civil: direito à informação, volume 8, p. 27-40, de Ronaldo Porto Macedo Júnior

Um ensaio que vai direito em um dos grandes gargalos da proteção de dados pessoais: o de que os titulares da informação estão inseridos em relações assimétricas de poder e informacional. Ao traçar considerações sobre a sobrecarga da informação (overloaded information) e da racionalidade limitada (bounded rationality) do ser humano, o leitor se deparará com a reflexão em torno das possíveis estratégias e justificativas normativas para a equalização dessas relações desequilibradas.

7) Privacidade e proteção de dados e defesa do consumidor: linhas gerais de um novo direito fundamental, de Laura Mendes

Além de fornecer os elementos teóricos da proteção de dados pessoais, Laura Mendes analisa também, de forma bastante didática e precisa, a dogmática jurídica da matéria no ordenamento brasileiro. Atenção especial é dada à feição constitucional da proteção de dados pessoais e como sendo um direito básico do consumidor, deparando-se o leitor, ao final, com questões bastante pragmáticas como, por exemplo, a análise da (i)legalidade do uso de cookiespara a coleta de dados.

8) Examined lives: informational privacy and subject as object. Stanford Law review, No. 52 (1999-2000). p. 1373-1438, de Julie Cohen

Ao propor o que chama de “teoria dinâmica da privacidade informacional”, a professora de Georgetown desconstrói a retórica de que limitações ao uso de dados pessoais colidiriam necessariamente com o direito de propriedade, de escolha (autonomia da vontade), liberdade de iniciativa e de produção de conhecimento. Tais direitos não são rivais, mas convergentes a partir da perspectiva de que a circulação da informação tem um “papel social” a cumprir. O estabelecimento de “zonas de proteção” é primordial não só ao indivíduo, mas para a própria “constituição” da sociedade. Esse texto dá fundação teórica para outro, até mais citado e conhecido da autora (What is privacy for), que vai, por exemplo, estabelecer a relação de interdependência entre proteção à privacidade e inovação.

9) Understanding Privacy, de Daniel Solove

Após analisar detidamente vários dos conceitos do direito à privacidade, o jurista americano conclui que todas as construções teóricas são falhas por não capturarem um traço comum e universal de uma problemática totalmente multifacetada. Ao final, o leitor se deparará com uma taxonomia bastante útil, focada nos problemas que a violação do direito à privacidade pode ocasionar. Essa metodologia ganha ainda mais relevância na atualidade em que a (des)proteção dos dados pessoais está associada a um admirável “mundo novo” de danos e riscos, sobretudo de ordem coletiva.

10) Tutela e privacidade na Internet, de Marcel Leonardi

Após trazer considerações teóricas sobre privacidade e a teoria da regulação na Internet, Marcel Leonardi analisa os mecanismos processuais de tutela da privacidade e, em particular, frente aos intermediários (provedores de aplicação e conexão). Além de trazer considerações sobre a proporcionalidade dessas medidas, a obra não deixa passar despercebida a (in)suficiência da tutela individual e a importância em se pensar a tutela coletiva da privacidade.

11) Behavioral Advertising: The Offer You Cannot Refuse (August 28, 2012). 6 Harvard Law & Policy Review 273 (2012), de Chris Jay Hoofnagle et al

Uma pesquisa empírica metodologicamente extremamente sofisticada que reuniu pessoas do campo do direito e da engenharia com o objetivo de investigar como acontece o rastreamento da navegação das pessoas e quais são as opções para barrá-lo. Após analisar diversos websites, os pesquisadores demonstraram que várias são as tecnologias de monitoramento e, não raramente, são projetadas para “driblar” as escolhas daqueles poucos indivíduos que têm conhecimento técnico para teoricamente recusá-las. A partir dessas evidências empíricas, o leitor se chocará com a reflexão de que uma pitada de “paternalismo” (ou soft paternalismo) se faz necessário para, ao reduzir essa assimetria de informação e de poder, garantir uma esfera mínima de controle das pessoas sobre seus dados.

12) Against notice skepticism in privacy (and elsewhere).   In Notre Dame law review, vol. 87:3, march, 2011. p. 1027-1072, de Ryan Calo

Ao considerar que a própria tecnologia poderia empoderar os cidadãos com um controle mais significativo dos seus dados pessoais, o texto rebate o ceticismo (cada vez mais recorrente) em torno do consentimento como um dos principais vetores para a proteção dos dados pessoais. Se tal instrumento tem sido pouco eficiente, isso pode ser atribuído à maneira pouco transparente e, não raramente, manipuladora pela qual os consumidores são informados. Ao propor a ideia de uma informação-consentimento “visceral”, a reflexão do texto permanece sendo bastante atual: como o design das tecnologias poderia facilitar o controle das informações por parte das pessoas?

13) Broken promises of privacy: responding to the suprising failure of anonymization, de Paul Ohm

Um dado não pode ser perfeitamente anônimo (“100%” insuscetível de ser reidentificado) e, ao mesmo tempo, útil. Haverá sempre o risco da reversão do processo de anonimização que poderá levar à identificação de um indivíduo. Multicitado até mesmo por engenheiros, esse artigo, escrito por um professor da Faculdade de Direito de Georgetown, quebra com a dicotomia “dura” entre dados pessoais e dados anônimos, bem como com a crença de que dados anonimizados não representariam nenhum tipo de risco. Ao se valer de conceitos técnicos como da entropia da informação, propõe-se que leis e reguladores concentrem esforços em identificar quais os riscos (toleráveis) com o uso e a reidentificação de base de dados anonimizadas. Muito embora já se tenham passados mais de oito anos da publicação desse texto, essa é ainda uma controvérsia bastante recorrente no debate de proteção de dados pessoais.

14 e 15) Designing Without Privacy, de Ari Ezra Waldman vs Privacy on the Grounds, de Deirdre K. Mulligan e Kenneth A. Bamberg

Uma pesquisa genial que contrapõe outra, também genial. Em 2011, dois professores da universidade de Berkley, Deirdre K. Mulligan e Kenneth A. Bamberg, fizeram uma pesquisa empírica em que entrevistaram os chief privacy officers (CPOs) de várias companhias americanas. O resultado da pesquisa sugeria que a privacidade dos livros (e das leis) não necessariamente corresponderia ao “chão” (da fábrica) das corporações, o que não necessariamente seria ruim. Por exemplo, apesar de os Estados Unidos não terem uma lei geral de proteção de dados pessoais, a cultura corporativa em se ter profissionais especializados em privacidade (CPOs), associado a um ecossistema de enforcement eficiente na figura do órgão regulador americano (Federal Trade Commission) e das poucas regras existentes (Fair Information Practice Principles), teria gerado boas práticas para prevenir violações e danos à privacidade dos consumidores.

Quase sete anos depois, o professor da Universidade de Nova Iorque, Ari Ezra Waldman, alargou a amostra de entrevistados. Seu estudo etnográfico considerou todo o ecossistema corporativo, não só os chief privacy officers (CPOs), mas, também, engenheiros, programadores e outros profissionais de tecnologia. Os achados da pesquisa apontam que não há uma cultura organizacional tão positiva, em termos de privacidade, quando se leva em consideração justamente quem é responsável por criar as linhas de códigos dos produtos. Se não houver interação entre advogados, programadores, engenheiros e outros profissionais, a privacidade dos livros (e das leis) ainda estará dissociada daquela do “chão” de fábrica. Essa é uma reflexão da ordem do dia quando se fala em privacidade por concepção, privacy by design.

Textos do autor

16) Xeque-Mate: o tripé da proteção de dados pessoais no Xadrez Legislativo, de Bruno Bioni

Os três pontos mais importantes de qualquer lei de proteção de dados pessoais são: a) o conceito de dado pessoal; b) o conceito de dado anônimo e; c) consentimento. Além de estabelecer um comparativo entre os três projetos de uma lei geral de proteção de dados pessoais em tramitação no Congresso Nacional sobre esses três pontos centrais, o relatório de pesquisa do Grupo em Políticos Públicas para o Acesso à Informação/GPoPAI-USP é atemporal por mapear os seus respectivos referenciais teóricos. O estudo é útil para quem queira não só se engajar no debate legislativo brasileiro, mas, também, para quem deseja compreender, em uma linguagem acessível e com exemplos práticos, o tripé que dá sustentação às normativas de proteção de dados pessoais.

17) O dever de informar e a teoria do diálogo das fontes para a aplicação da autodeterminação informacional como sistematização para a proteção dos dados pessoais dos consumidores, de Bruno Bioni

A combinação do dever-direito de informação, transparência e diálogo das fontes de leis setoriais – e.g., Código de Defesa do Consumidor, Marco Civil da Internet e Lei do Cadastro Positivo – pode ser uma forma de sistematizar a proteção de dados pessoais fragmentada do ordenamento jurídico brasileiro. A partir disso, o artigo, premiado como a melhor monografia no concurso organizado pelo Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor/Brasilcon, identifica um objetivo comum entre todas essas leis setoriais que é, ao reduzir a assimetria de informação e poder, permitir que o cidadão autodetermine (controle) as suas informações pessoais – autodeterminação informacional.

18) Proteção de Dados Pessoais: a função e os limites do consentimento (no prelo, Editora GEN-Forense, 2018), de Bruno Bioni

O livro aborda aquele que é um dos temas mais importantes e, ao mesmo tempo, um dos mais desafiadores do campo da proteção de dados pessoais: consentimento. Essa ambivalência corresponde justamente à alma da obra que faz uma investigação dogmática, mas sem perder de vista aportes empíricos, para identificar qual é a função e os limites do consentimento na proteção dos dados pessoais. Além de explorar questões basilares como a proteção de dados pessoais sendo um direito de personalidade autônomo frente ao direito à privacidade, o leitor encontrará uma análise detida sobre como o direito e a tecnologia podem enfraquecer ou nutrir a capacidade do cidadão em controlar seus dados pessoais. Com isso, coloca-se em perspectiva que o consentimento deve ser funcionalizado a partir da equalização das assimetrias de poder e de informação em jogo. E, além disso, que haja uma estratégia regulatória não só focada no consentimento, mas, também, apoiada na ideia de que há um valor social na proteção dos dados pessoais e, portanto, limites devem ser estabelecidos.

Disponível em: <https://dataprivacy.com.br/18-livros-e-textos-para-entender-privacidade-e-protecao-de-dados-pessoais/>. Acesso em: 30 maio 2019.

Webinar: Tratado de Marraqueche

A Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da FEBAB tem a honra de convidá-l@s para o Webinar:

Tratado de Marraqueche

Data e horário: 13 de Maio de 2019 – 13 horas (GMT -3 – Horário de Brasília)

Transmissão via YouTube: www.youtube.com/watch?v=dkrIwEDdQRA  [Atenção: a apresentação será em Português e Espanhol]

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Palestrantes:


Carla Mauch – Fundadora e coordenadora geral da Mais Diferenças e tem 30 anos de experiência em iniciativas de inclusão de pessoas com deficiência nas áreas de educação e cultura. Desenvolve pesquisas e coordena projetos em torno da temática do livro, leitura literatura e bibliotecas para todos.

Título da Palestra: Tratado de Marraqueche: avanços e desafios na democratização do acesso ao livro para todos.

Ariadna Matas


Ms. Ariadna Matas – Trabalha com Política e Pesquisa na Federação Internacional de Bibliotecários e Associações de Bibliotecas (IFLA) desde março de 2017, onde trabalha em questões de direitos autorais para garantir mudanças legislativas adequadas para as bibliotecas. Seu principal fórum de ação é a Organização Mundial da Propriedade (OMPI) e outros fóruns regionais e nacionais. Ariadna é advogada e estudou direito em Barcelona, Espanha, e fez mestrado em propriedade intelectual em Estrasburgo, França.

Título da Palestra: O Tratado de Marraqueche está em vigor. O que agora?


Debatedor@s:

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira – Professora Titular da Universidade de São Paulo (USP), Brasil. Coordenadora da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Associados (FEBAB, desde 2016).  Membro do Conselho Técnico Científico do IBICT (2008-2010, 2017-2019). Membro Grupo de Especialistas Internacional do IAP Group (International Advocacy Programme) da International Federation of Library Association (IFLA, 2015-2016). Secretária da Divisão V Regional da IFLA (2015-2017). Presidente do Comitê Permanente da Seção para América Latina e Caribe da IFLA (IFLA LAC (2015-2017), sendo membro desde 2011-2019. Membro do Conselho de Governo da IFLA (2017-2019). Presidente da Divisão V Regional da IFLA (2017-2019). Membro do Comitê Profissional da IFLA (2017-2019). Membro do Conselho Consultivo do Programa de Desenvolvimento de Bibliotecas da IFLA (2017-2019).

Uilian Vigentim – Doutorando no programa em Educação da FCT na UNESP de Presidente Prudente. Bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” e Mestre pelo Programa de Educação Escolar da mesma instituição. Possui Pós-Graduação em Tecnologia Assistiva pela Fundação Dom Carlo Gnocchi Onlus (Itália) e Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Atualmente Assistente de Suporte Acadêmico na Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP de Araraquara. Consultor de tecnologia assistiva e acessibilidade para os cursos em EAD no Núcleo de Educação a Distância da UNESP (NEaD) e Editor de acessibilidade da Revista InFor (Inovação e Formação) e Revista do Núcleo de Educação a Distância da Unesp; Membro da Comissão Permanente de Inclusão e Acessibilidade da reitoria e responsável pelo Laboratório de Acessibilidade e Desenvolvimento (LAD). Trabalha com recursos de informática para deficientes visuais; adequação arquitetônica; presta consultoria para diversos projetos na Área de Tecnologia Assistiva; ministra cursos de braille e inclusão de PCD’s no mercado de trabalho e no Ensino Superior. No momento, desenvolve pesquisa acerca dos recursos de tecnologia assistiva no Ensino Superior e Acessibilidade nos ambientes virtuais de aprendizagem.

Disponível em: <http://www.febab.org.br/cbda3/webinar-20180513/>. Acesso em: 8 maio 2019.

A decisão do Parlamento Europeu sobre direitos autorais deve influenciar a legislação brasileira?

A decisão do Parlamento Europeu sobre direitos autorais deve influenciar a legislação brasileira?

No dia 26 de março, o Parlamento europeu votou a favor da nova Diretiva de Direitos Autorais, adaptando suas normas à era digital. Com 73% de usuários europeus de internet, com idade entre 16 e 24 anos, escutando músicas, assistindo séries e filmes ou jogando online[1], uma das mudanças da Diretiva visa regular o tratamento dado por provedores de aplicações de internet ao compartilhamento de obras protegidas por direitos autorais pelos seus usuários.
Conforme o art. 17, plataformas online necessitam agora obter do titular dos direitos uma autorização para divulgar ao público tais obras.

Na ausência de acordo, provedores de serviços serão responsabilizados civilmente por atos não-autorizados de comunicação ao público por terceiros, salvo se forem capazes de demonstrar que fizeram esforços substantivos para adquirir uma licença E agiram rapidamente para impedir o acesso de conteúdos não-autorizados. Plataformas online com mais de 3 anos e com venda anual maior de 10 milhões de euros devem ainda envidar seus melhores esforços para evitar uploads futuros de tais conteúdos.

No Brasil, o Marco Civil da Internet prevê, em seu art. 19, que provedores de internet somente poderão ser responsabilizados por danos causados por conteúdos gerados por terceiros se, após ordem judicial, não tomarem as providências para tornar indisponível o conteúdo infringente.

Contudo, o parágrafo 2º estabelece que a aplicação deste limite de responsabilidade a infrações a direitos autorais depende de previsão legal específica, o que ainda não ocorreu. Alternativamente, os tribunais pátrios aplicam sistematicamente as normas relativas à Lei de Direito Autoral e, assim, isentam de qualquer responsabilidade por violação de direito autoral os provedores que, após notificação, removeram o conteúdo infringente de suas plataformas.

Como vimos no caso do Regulamento Europeu Geral sobre a Proteção de Dados e da subsequente LGPD brasileira, a legislação europeia pode influenciar a lei nacional. Assim, considerando o rápido crescimento brasileiro de consumo de conteúdo online[2], é importante acompanhar a influência que a nova Diretiva europeia pode ter sobre o tema no Brasil e sobre o legislador pátrio.

Antonio Curvello é sócio da Daniel Advogados.

Disponível em: <http://www.justificando.com/2019/04/12/a-decisao-do-parlamento-europeu-sobre-direitos-autorais-deve-influenciar-a-legislacao-brasileira/>. Acesso em: 17 abr. 2019.

Enquanto Elsevier hesita, Wiley consegue sucesso em acordos de acesso aberto

As estratégias divergentes dos editores acadêmicos de forjar acordos de licenciamento com bibliotecas estão produzindo resultados diferentes.

Nos últimos anos, o Projeto DEAL, um consórcio que representa cerca de 700 instituições acadêmicas na Alemanha, tem estado em negociações para acordos de licenciamento em todo o país com três das maiores editoras acadêmicas – Elsevier, Springer Nature e Wiley. A maioria das notícias em torno do esforço se concentrou em disputas com a Elsevier, que levaram a lapsos de assinaturas e perderam acesso aos periódicos da editora. Mas a música mudou em janeiro, quando o DEAL anunciou seu primeiro triunfo: um acordo com Wiley.

O parágrafo acima é uma tradução do artigo As Elsevier Falters, Wiley Succeeds in Open-Access Deal Making, publicado no The Scientist em 26 de março de 2019.

Quanto mais universidades “entrincheiram” Elsevier, mais o Sci-Hub floresce

A Universidade da Califórnia (UC) é a mais recente instituição a cancelar sua assinatura da principal editora acadêmica Elsevier. UC cita custos altos e a falta de pesquisa de acesso aberto entre as razões. Isso provavelmente significa um aumento no tráfego para o Sci-Hub, o site que é frequentemente referido como “The Pirate Bay for Science”, que pode realmente ter um papel maior do que alguns suspeitos.

Leia o texto completo original em inglês no site TorrentFreak: As More Universities ‘Ditch’ Elsevier, Sci-Hub Blossoms

Save the date: Webinars da IFLA sobre as discussões globais sobre direitos autorais e como participar

Uma lei de direitos autorais adaptada ao mundo digital e equilibrada é fundamental para que as bibliotecas possam cumprir sua missão de interesse público. Paralelamente aos esforços para mudar as leis de direitos autorais em todo o mundo, a IFLA está promovendo mudanças internacionais através da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO).

Este ano, a WIPO organiza três seminários regionais: na África, na América Latina e no Caribe e na região Ásia-Pacífico. Cada um desses seminários regionais explorará o cenário atual de exceções e limitações de direitos autorais para as bibliotecas da região. Eles oferecem uma oportunidade única para fazer com que os tomadores de decisão entendam o ponto de vista das bibliotecas no debate sobre direitos autorais e façam pressão para que as discussões avancem na direção necessária.

A IFLA propõe uma série de webinars focados em cada um dos seminários regionais. Os webinars fornecerão informações sobre o contexto em que ocorrem, por que são importantes, delinearão seu processo, explorarão o panorama dos direitos autorais na região para bibliotecas e proporão ideias sobre como participar.

O primeiro webinar, sobre o seminário na região Ásia-Pacífico, acontecerá no dia 19 de março de 2019, às 10am CET [mais informações aqui].

O segundo webinar, sobre o seminário na região africana, acontecerá em 3 de maio de 2019 às 2pm CET em inglês [mais informações aqui] e novamente em 7 de maio de 2019 às 2pm CET em francês [mais informações aqui].

O terceiro webinar, sobre o seminário regional na América Latina e Caribe, acontecerá no dia 4 de junho de 2019 às 5pm CET em espanhol [mais informações aqui] e em 5 de junho de 2019 às 5pm CET em inglês [mais informações aqui].

As gravações serão disponibilizadas no site da IFLA.

Para mais informações sobre os seminários regionais e a participação da IFLA, você pode conferir esta notícia no site da IFLA.

Nova equipe no capítulo brasileiro do Creative Commons

5.02.19 | comunic

Na terça-feira da semana passada, dia 29/01, lançamos o capítulo brasileiro do Creative Commons, dentro da nova estrutura global de governança do projeto – a Creative Commons Global Network.

O Creative Commons, projeto que administra o principal conjunto de licenças livres no mundo, existe enquanto organização há 17 anos, mas nos últimos 2 vem passando por algumas transformações importantes. Uma delas é que as licenças 4.0 são a primeira versão internacional das licenças CC – antes, cada país fazia sua própria versão, a partir da sua lei local, agora temos uma licença única entre Brasil e Portugal, como já comentamos aqui.

Outra dessas mudanças diz respeito à rede global de voluntários e colaboradores. Antes, em cada país havia uma única organização responsável pelo projeto, que estabelecia um termo de cooperação formal com a Creative Commons e ficava responsável por adaptar as licenças, representar o projeto publicamente, e fazer a comunicação com as demais jurisdições.

Com os novos desafios do projeto, considerou-se ser mais importante ter uma rede descentralizada de pessoas, organizada em torno de temas (que são discutidos em plataformas temáticas, que são transnacionais). Todos os membros oficiais e voluntários de um país organizam-se em torno de um capítulo nacional, que deve ser aberto a tod@s e se orientar por consenso, e organizar e otimizar os trabalhos locais, como algumas diretrizes escritas nessa Carta de Princípios.

Em mais de 30 países ao redor do mundo foram formados capítulos locais do CC – o brasileiro foi o 33o. Em uma reunião de colaboradores locais, elegemos Mariana Valente, diretora do InternetLab, advogada e pesquisadora na área de acesso ao conhecimento, como a Coordenadora Geral (“chapter lead”), e aprovamos um documento de governança para guiar as atividades e a representação do capítulo local no futuro.

Mariana será mediadora do CC aqui no país tanto em relação às licenças quanto a eventos e projetos de conhecimento livre, junto com uma equipe de colaboradores e responsáveis por área, definidos na mesma reunião, que vão exercer suas funções até 2020. Ela também vai acumular o cargo de representante do CC Brasil no Global Network Council​, encontro anual que reúne pessoas de diversos capítulos ao redor do mundo e a equipe da sede da organização nos Estados Unidos.

Os responsáveis por áreas, até o momento, são:

_ Juliana Monteiro, coordenadora de OpenGLAM (instituições de memória);
_ Célio Costa, coordenador de projetos Wiki;
_ Rodrigo Padula, coordenador de projetos de governo aberto;
_ Leonardo Foletto, coordenador responsável pela comunicação, documentação e registros de atividades.

A participação no capítulo é não-remunerada e tem por objetivos:
_ Executar atividades e fornecer suporte a projetos locais relacionados às temáticas e princípios CC.
_ Servir como contato e ponto de informações para perguntas sobre CC.
_ Representar a CCGN nas interações com governos e organizações.
_ Manter e atualizar um site específico do país.
_ Estabelecer consenso dos participantes sobre posições relacionadas à CCGN.
_ Relatar as realizações e manter o GNC informado sobre as atividades do Capítulo.
_ Eleger um Representante para o GNC e garantir que a pessoa cumpra ativamente essas responsabilidades.
_ Assegurar que as posições do CC Brasil estejam alinhadas com as posições globais das Plataformas quando elas existem, e, quando não existem, garantir que as posições tomadas pelo CC Brasil e seus Membros e outros participantes estejam alinhadas com a missão do CC e os seus objetivos gerais.

Vale ressaltar também que a participação é aberta a tod@s; se você quiser colaborar de alguma forma, basta entrar em contato via email ou acessar os grupos do CC Brasil no Telegram ou no Slack. Reuniões abertas vão correr a cada dois meses e serão divulgadas nas redes do CC – Facebook Twitter.

Disponível em: <https://br.creativecommons.org/nova-equipe-no-capitulo-brasileiro-do-creative-commons/>. Acesso em: 5 fev. 2018.