Bibliotecários uruguaios denunciam que a legislação de direitos autorais deixa muitas brechas

O debate tem como centro o projeto de reforma da Lei de Direitos Autorais no Uruguai

Do site elobservador.com.uy. Tradução por Hanna Gledyz. Do original “Bibliotecólogos denuncian que trabajan en un ‘limbo legal‘”.

Um debate público sobre a reforma da Lei de Direitos Autorais, organizado pelo protetorado de Educação da Universidade da República (Udelar), foi o ambiente propício para a Associação de Bibliotecários do Uruguai (ABU) advertisse sobre o “limbo legal” (Vácuo, sem legislação específica e com brechas) onde se encontram esses profissionais quando exercem sua função.

“Devido à anacrônica legislação em vigor, as bibliotecas têm dificuldades permanentes no desempenho do seu papel, e bibliotecários se encontram muitas vezes em um “limbo legal”, advertiu a ABU em um comunicado lido ontem pelo seu vice-presidente, Rosario Nogués.

O debate tem como centro o projeto de reforma da Lei de Direitos Autorais, promovido pela Federação de Estudantes Universitários (FEUU), que obteve recentemente a aprovação prévia do Senado. O objetivo do projeto é para estabelecer exceções à lei que protege os direitos do autor para tornar mais acessíveis as obras e materiais culturais.

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Foto: D. Batisttle.

Neste contexto, Nogues, disse que “as atividades de uma biblioteca agora são ilegais.” Ele lembrou que pela legislação em vigor, o direito de vender, reproduzir, distribuir, publicar, traduzir, adaptar, transformar, comunicar ou colocar à disposição do público as obras protegidas cabe exclusivamente à autoridade do autor. No entanto, “isto é o que faz hoje uma biblioteca”, destacou.

Por esta razão, a declaração da Associação de Bibliotecários do Uruguai apoia a inclusão de exceções na lei de direitos autorais em favor das bibliotecas e instituições sem fins lucrativos, assim como a reforma promovida pela Federação da Universidade padrão Estudantes (FEUU), que por sua vez, apoia a inclusão de um artigo que complete a figura da cópia pessoal, mas sugere definir o âmbito do conceito.

A ABU afirma que “a implementação destas atividades não podem se configurar de forma alguma uma ofensa criminal”, como ocorre hoje, embora a lei, de fato, não é cumprida. Durante o debate, outros profissionais também afirmaram sobre a inaplicabilidade da legislação vigente.

A indústria do livro

Em posição contrária à lei Jorge Saracini, presidente da Câmara dos Livros, se manifestou: “Estamos preocupados com as 3.500 pessoas que trabalham” na indústria editorial. “O escritor e o aparato editorial também tem direito a uma renda”, disse Saracini. Ele explicou que, na visão da câmara, a lei de reforma vai acabar com as livrarias.

No entanto, esta posição foi rebatida por outros profissionais no encontro. A declaração disse que o projeto da ABU “beneficia autores para aumentar a sua visibilidade e promover a produção da cultura nacional”.

O mesmo é dito por Gregory Randall, representante da Associação de Professores de Udelar (Adour). “É um erro pensar que esta lei destrói a indústria do livro. Eu acho que muitos criadores vão ganhar com isto” porque as obras serão mais acessíveis. “Quanto mais culta são as pessoas, mais elas vão consumir os produtos culturais”, apontou.


Seminário Dialógos Biblioo discute os direitos autorais

A lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, também conhecida como a Lei de Direitos Autorais, de muitas maneiras se cruza com as práticas profissionais de bibliotecários, arquivistas, museólogos, pesquisadores, entre outros. Com o intuito de procurar compreender a percepção dos profissionais sobre os direitos autorais e as licenças Creative Commons, a Revista Biblioo organiza e promove seu segundo Seminário intitulado: “Direitos autorais: o que os bibliotecários têm a ver com isso?”. Clique aqui e faça sua inscrição gratuita no evento.

O evento faz parte das atividades de comemoração dos cinco anos da Revista Biblioo. Além do Seminário, também será lançado o terceiro Caderno Especial com reportagem, entrevistas e artigos voltados para a temática dos Direitos Autorais, que já está sendo comercializado antecipadamente, clique aqui e saiba como adquirir.

O evento será realizado no dia 15 de junho de 2016, das 14h às 19h, no Teatro Alcione Araújo da Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro, localizado na Avenida Presidente Vargas, nº 1.261, Centro, RJ. O objetivo do Seminário é fomentar o debate acerca do papel do bibliotecário acerca dos Direitos Autorais e incentivar a participação ativa desse profissional nos espaços e iniciativas que estão se propondo a discutir esta temática.

A participação dos bibliotecários nos debates e iniciativas acerca das questões ligadas aos Direitos Autorais é de suma importância a fim de garantir o acesso à cultura e a informação para a sociedade sem, contudo, desrespeitar os direitos patrimoniais e morais dos publicadores, editores, intérpretes, diretores.

Disponível em: <http://biblioo.info/bibliotecarios-uruguaios/>. Acesso em: 1 jun. 2016.

II Seminário Diálogos Biblioo – Direitos autorais: o que os bibliotecários têm a ver com isso?

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A Revista Biblioo convida todos para o II Seminário Diálogos Biblioo com o tema: Direitos autorais: o que os bibliotecários têm a ver com isso?. O evento será realizado no dia 15 de junho de 2016, das 14 às 19h, no Teatro Alcione Araújo da Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro – Avenida Presidente Vargas, nº 1261, Centro. Certificados serão enviados via e-mail após o evento em formato virtual.

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► Vagas esgotadas! Clique aqui e faça seu cadastro na lista de espera para participação gratuita no evento.

► Adquira antecipadamente o 3º Caderno Especial da Revista Biblioo – Direitos autorais: o que os bibliotecários têm a ver com isso? – que será lançado no evento.

► Clique aqui para acessar o evento no Facebook e convide seus amigos.

► Dúvidas ou informações entre em contato com a Revista Biblioo através do e-mail: rbiblioo@gmail.com.


Objetivo

O Seminário Diálogos Biblioo é um evento anual organizado pela Revista Biblioo com o intuito de debater e levantar questões acerca de assuntos relacionados com as práticas profissionais da Biblioteconomia.

A primeira edição do Diálogos Biblioo foi realizada em 2015. Intitulada de a “Lei da Biblioteca Escolar: houve avanços em seus cinco anos de existência?”, contou com a participação de bibliotecários, professores, pesquisadores estudantes e interessados pelo tema.

Em 2016, a segunda edição do Seminário Diálogos Biblioo tem como tema: “Direitos autorais: o que os bibliotecários têm a ver com isso?”. O evento será realizado no dia 15 de junho de 2016, das 14h às 19h, no Auditório Darcy Ribeiro da Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro, localizado na Avenida Presidente Vargas, nº 1261, Centro, RJ.

O objetivo do II Seminário Diálogos Biblioo é fomentar o debate acerca do papel do bibliotecário no que diz respeito aos direitos autorais e incentivar a participação ativa desse profissional nos espaços e iniciativas que estão se propondo a discutir esta temática.

Justificativa

As redes sociais na Internet passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas, tornando o ciclo informacional mais dinâmico, possibilitando novas formas de interação entre os indivíduos. Além disso, as aplicações dos recursos da informática nas bibliotecas e centros de informação ocasionaram mudanças nas atividades profissionais dos bibliotecários e na maneira de buscar, armazenar, difundir e utilizar a informação.

A lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, também conhecida como a Lei de Direitos Autorais, de alguma maneira se cruza com as práticas profissionais de bibliotecários, professores, pesquisadores, entre outros. Com o intuito de procurar compreender a percepção dos bibliotecários, pesquisadores e profissionais de outras áreas sobre os direitos autorais e as licenças Creative Commons, a Revista Biblioo está organizando o II Seminário Diálogos Biblioo, Direitos autorais: o que os bibliotecários têm a ver com isso?

Diante deste cenário se faz necessário que os bibliotecários participem dos debates acerca das questões ligadas aos direitos autorais e, além, disso, venham a se engajar mais a esse tema a fim de garantir o acesso à cultura e a informação para a sociedade.

Público alvo

Advogados, bibliotecários, pesquisadores, professores, profissionais da informação, interessados pelo tema, entre outros.

Palestrantes confirmados

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Bibliotecário. Professor aposentado da Universidade de Brasília. Atualmente, editor e livreiro.

 

Eduardo Magrani

Eduardo Magrani 

Doutorando e Mestre em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela PUC-RJ. Bacharel em Direito pela PUC-RJ, com intercâmbio acadêmico na Universidade de Coimbra (Portugal) e Université Stendhal-Grenoble 3 (França). Professor de Direitos Intelectuais e Direito e Tecnologia na FGV Direito Rio. Professor convidado da Graduação e Pós-Graduação da FGV Direito Rio. Pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS). Líder de projeto na área de democracia digital. Advogado inscrito nos quadros da OAB/RJ atuante nas áreas de Propriedade Intelectual e de Direito Empresarial. Coordenador da Newsletter internacional “Digital Rights: Latin America & The Caribbean”. Co-coordenador do Creative Commons no Brasil. Autor do livro “Democracia Conectada: a Internet como Ferramenta de Engajamento Político-Democrático” e coautor do livro “Direitos Autorais em Reforma”.

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Doutor e Mestre em Direito Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro. Autor dos livros “Direitos Autorais na Internet e o Uso de Obras Alheias”, “O Domínio Público no Direito Autoral Brasileiro – Uma Obra em Domínio Público” e “O que é Creative Commons – Novos Modelos de Direito Autoral em um Mundo Mais Criativo”. Especialista em propriedade intelectual pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio. Pós-graduado em cinema documentário pela FGV. Graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Advogado no Rio de Janeiro.

Sueli FerreiraSueli Ferreira (participação via vídeo)

Professora Titular da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto junto ao Curso de Ciência da Informação e Documentação e Biblioteconomia. Docente e orientadora de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da mesma Universidade. Doutora e Mestre em Ciências da Comunicação. Membro do Conselho Diretor do IBICT e da Biblioteca Virtual da FAPESP. Diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP. Membro do Comitê Permanente da Seção para América Latina e Caribe da IFLA. Membro da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Associados. Membro do Conselho Científico Internacional da RedAlyc. Membro Grupo de Especialistas Internacional do IAP Group (International Advocacy Programme) da International Federation of Library Association. Parecerista e avaliadora da FAPESP e do CNPq no Brasil e da Oficina de Avaliação de Pesquisa na PUCP no Perú. Temas principais de pesquisa: comunicação científica, acesso aberto, biblioteca federada, publicação eletrônica e repositórios digitais.

Disponível em: http://biblioo.info/2seminario/. Acesso em: 21 abr. 2016.

Reunião do Standing Committee on Copyright and Related Rights (SCCR)

O Standing Committee on Copyright and Related Rights (SCCR) (em português, Comitê Permanente de Direitos Autorais e Direitos Conexos) da Organização Mundial da Propriedade Intelectual  está reunido de 9 a 13 de maio de 2016 para dar andamento às discussões, dentre outros temas, sobre as limitações e exceções e limitações para bibliotecas e arquivos.

A página do Comitê com os documentos das reuniões pode ser acessada aqui. Já o último documento de trabalho que contém comentários sobre um instrumento jurídico internacional adequado (independentemente da forma) sobre as exceções e limitações para bibliotecas e arquivos, e sugestões a esse respeito pode ser acessado aqui.

Vale lembrar, também, que a International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) participa da reunião representada por Winston Tabb, e que tem um comitê dedicado aos direitos autorais: é o Comitê Consultivo sobre Direitos Autorais e outras Questões Legais. Além de informar sobre os eventos, também divulga notícias, publicações e demais conteúdos relacionados aos direitos autorais.

Essa discussão deve ser acompanhada pelos bibliotecários, haja vista que a lei autoral brasileira vigente não contempla as bibliotecas e arquivos, além de ser uma das mais restritivas do mundo.

Quem está baixando artigos científicos piratas? Todos

Assim que a primavera chegou no mês passado no Irã, Meysam Rahimi sentou-se em seu computador da universidade e imediatamente se deparou com um problema: como obter os trabalhos científicos que precisava. Ele teve que escrever uma projeto de pesquisa para o doutorado em engenharia na Universidade de Tecnologia Amirkabir em Teerã. Seu projeto transpõe tanto operações de gestão e economia comportamental, por isso Rahimi teve um lote de terreno para cobrir.

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Veja no artigo publicado hoje na Science, Who’s downloading pirated papers? Everyone, a continuidade dessa história e outras sobre o Sci-Hub, o controverso site criado pela pesquisadora Alexandra Elbakyan que disponibiliza milhões de artigos científicos de inúmeras editoras.

Dia Mundial da Propriedade Intelectual

O Dia Mundial da Propriedade Intelectual é celebrado anualmente em 26 de abril [1]. O evento foi estabelecido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em 2000 para “elevar a consciência de como patentes, direitos autorais, marcas e desenhos impactam na vida diária” e “para celebrar a criatividade, e a contribuição feita pelos criadores e inovadores para o desenvolvimento das sociedade do mundo todo”. [1] 26 de abril foi escolhido como o Dia Mundial da Propriedade Intelectual porque coincide com a Convenção Fundadora da Organização Mundial da Propriedade Intelectual que entrou em vigor em 1970.

O excerto acima é uma tradução livre do primeiro parágrafo do verbete World Intellectual Property Day da versão inglesa da Wikipedia. Confira!

Dia Mundial do Autor e do Direito Autoral

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O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor (também chamado de Dia Mundial do Livro) é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de Abril, e organizado pelaUNESCO para promover a o prazer da leitura[1] , a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais. O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995[2] .

A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega[3] . Para além disto, nesta data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo[4] .

Todos os anos são organizados uma série de eventos ao redor do mundo para celebrar o dia[1] [5] .

Referências

Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Mundial_do_Livro_e_do_Direito_de_Autor>. Acesso em: 21 abr. 2016.

Fórum de Debates em Publicação Científica: Direitos Autorais e Licenças de Uso para Revistas Científicas

No próximo dia 11 de abril de 2016, será realizado o I Fórum de Debates em Publicação Científica: Direitos Autorais e Licenças de Uso para Revistas Científicas, na Universidade de São Paulo (USP). Sob coordenação do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBiUSP), o evento será realizado no Auditório István Jancsó – Biblioteca Brasiliana USP – 05508-050, Rua da Biblioteca, s/n – Complexo Brasiliana, Cidade Universitária (USP), São Paulo, SP.

Durante a II Reunião de Editores Científicos da USP, que ocorreu em 9 de dezembro de 2015, os editores elegeram os temas para os quatro fórum temáticos a serem realizados durante o ano de 2016: direitos autorais e licenças de uso, ética em publicação, recursos financeiros: captação e execução, e internacionalização de revistas científicas.

Este primeiro Fórum tem como objetivo oferecer informações especializadas sobre direitos autorais e licenças de uso para revistas científicas e suas implicações nas relações revista-autor e revista-indexador. O evento oportuniza o debate e subsidia a tomada de decisões na definição de políticas editoriais específicas que reflitam princípios adotados de forma consensual pelos editores de revistas da USP. (Obs. Haverá transmissão do evento pelo http://www.iptv.usp.br/)*.

PROGRAMAÇÃO

9H00 – 9h15 – Abertura
Prof. Dr. Vahan Agopyan – Vice-Reitor da Universidade de São Paulo USP
Dra. Maria Fazanelli Crestana – Chefe Técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP

9H15 – 11h45 – Direitos Autorais e Licenças de Uso para Revistas Científicas
Profa. Dra. Silmara Juny de Abreu Chinellato – Faculdade de Direito da USP
Prof. Dr. Antonio Carlos Moratto – Faculdade de Direito da USP

11h45 – Encerramento
André Serradas – Chefe da Divisão Comunicação e Disseminação de Prod/Serv.
Depto. Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP

Inscrições e informações adicionais: http://www.doity.com.br/publicacaocientifica2016

Disponível em: <http://www.sibi.usp.br/noticias/forum-debates-publicacao-cientifica-direitos-autorais-licencas-revistas-cientificas/>. Acesso em: 8 abr. 2016.

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*O link para transmissão do evento é http://iptv.usp.br/portal/transmission.action?idItem=32560

5 bancos de imagens (quase) livres de direitos autorais

No post anterior, comentei sobre bancos de imagens que possuem licenças de uso diferenciadas. Neste, relaciono alguns desses bancos e as possibilidades de uso de seus conteúdos. Note que nem todos possuem imagens totalmente livres: alguns adotam licenças específicas para parte do conteúdo e outros baseiam-se no Creative Commons.

O maior cuidado que se deve ter ao usar imagens localizadas na Internet é localizar informações sobre as licenças disponíveis na própria página da imagem, contatando o suporte do banco ou, se possível, o próprio autor.

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Pixabay
O Pixabay disponibiliza imagens sob a licença Creative Commmons, mas também possui conteúdo protegido por marcas, publicidade ou direitos privados.

Freeimages
As imagens do Freeimages são livre desde que o usuário siga o Acordo de Licença de Imagem. O site ainda esclarece que em alguns casos o artista deve ser notificado e o crédito atribuído, o que particularmente discordo, pois o mínimo que se pode esperar de alguém que utiliza um conteúdo é atribuir crédito ao autor sempre, e não em alguns casos. As restrições de uso ficam disponíveis ao lado do botão Download.

morgueFile
Embora as imagens do morgueFile não estejam em domínio público, podem ser usadas para projetos criativos. O usuário também é responsável pelo conteúdo legal das imagens, incluindo lançamentos de modelos e de propriedades. As imagens possuem direitos de uso gratuito, mas o usuário não pode reclamar a propriedade para si.

Dreamstime
As licenças concedidas pelo Dreamstime são de dois tipos: a licença padrão Royalty free para usos comerciais e a licença editorial. O site esclarece que pode haver usos comerciais não incluídos na licença Royalty free e para o qual oferece uma variedade de licenças prolongadas. No caso de dúvidas, solicita-se ao usuário entrar em contato com o suporte do Dreamstime.

FreeFoto
O FreeFoto oferece três tipos de licença para uso de suas imagens:

1. O uso das imagens em ambientes online fica condicionado à atribuição de crédito e o link de volta para o FreeFoto.

2. A licença Creative Commons CC–BY-NC-ND 3.0, que permite o uso não comercial e que não gere trabalhos derivados.

3. Os usuários podem comprar uma licença para permitir a impressão e meios de comunicação, e possibilita o uso sem atribuição e sem exigências para pagar direitos autorais.

Como usar imagens com direitos de uso na biblioteca

Uma forma muito comum de comunicação utilizada pelas bibliotecas é por meio de cartazes. Sejam para divulgar serviços, produtos ou eventos, sejam impressos ou eletrônicos, muitas vezes os cartazes são ilustrados com imagens. Mas uma preocupação que raramente ocorre quando são elaborados é em relação aos direitos autorais da imagem utilizada.

Para isso, existem muitos bancos de imagens gratuitos que podem ser utilizados e sobre os quais pretendo tratar em breve. Nest post, mostrarei como pesquisar imagens com algumas permissões de uso no Google Imagens, já que é uma das ferramentas mais utilizadas atualmente.

Selecionando o direito de uso no Google Imagens

É possível selecionar os direitos de uso tanto na pesquisa simples como na pesquisa avançada do Google Imagens.

Na pesquisa simples, clique em “Ferramentas de pesquisa” e verá uma nova aba com mais opções, dentre elas, “Direitos de uso”.

Direitos de uso no Google Imagens

Já na pesquisa avançada, clique no botão mostrado na figura abaixo e, em seguida, clique em “Pesquisa avançada”.

Pesquisa avançada do Google Imagens

Note que na tela da pesquisa avançada o texto utilizado é diferente da pesquisa simples.

Direitos de uso na pesquisa avançada do Google Imagens

Além disso poder causar confusão no uso de uma imagem, os textos dos tipos de direitos são diferentes para as pesquisas simples e avançada. Como a ajuda do Google Imagens não explicita esses textos separadamente, é preciso fazer uma leitura atenta do tópico abaixo para evitar erros:

Tipos de direito de uso

  • Sem restrições de uso ou compartilhamento: permite que você copie ou redistribua o conteúdo, desde que esse conteúdo permaneça inalterado.
  • Sem restrições de uso, compartilhamento ou modificação: permite que você copie, modifique ou redistribua o conteúdo conforme especificado pela licença.
  • Comercialmente: se você procura conteúdo para uso comercial, não se esqueça de selecionar uma opção que inclui a palavra “comercialmente”.

O que aparentemente é simples pode tornar-se um problema. Portanto, é sempre importante verificar a existência de uma licença de uso explícita e em último caso, e se possível, contatar o autor da imagem e solicitar a autorização de uso, pois é o caminho mais seguro. Além, é claro, de contar com mais essa ajuda do Google Imagens:

Observação: antes de reutilizar o conteúdo, verifique se sua licença é legítima e confira os termos exatos de reutilização. Por exemplo, a licença pode exigir que você dê crédito ao criador da imagem ao usar a imagem. O Google não pode dizer se a licença é legítima. Portanto, não sabemos se o conteúdo foi legalmente licenciado.

Com o que você está ocupado?

Não é suficiente estar ocupado. As formigas sempre estão.
A questão é: com o que estamos ocupados?
(Henry David Thoreau)

Poucos são os bibliotecários que podem se ocupar unicamente com um serviço (atendimento ao usuário, catalogação, indexação, dentre outros), pois poucas são as bibliotecas que dispõem de recursos e pessoal suficiente para isso, especialmente no Brasil. Vários são os relatos que já li de bibliotecários brasileiros sobre a dificuldade em gerenciar desde o acervo até sua equipe, pois em muitos casos precisam do apoio da administração da instituição à qual a biblioteca em que atuam está vinculada para resolver essas e outras questões.

Além da rotina de trabalho que lhe foi confiada, o bibliotecário precisa, vez ou outra, responder a questões que podem lhe ser pouco familiares. Por exemplo, uma questão sobre direitos autorais.

Você já foi solicitado a responder alguma questão sobre direitos autorais na biblioteca em que você atua?

Essa é uma questão que um bibliotecário de referência, ou o único bibliotecário da instituição, pode ter que responder. E cada vez mais esse tipo de questão será comum, haja vista a crescente aquisição de recursos eletrônicos para as bibliotecas, sejam elas universitárias, públicas, empresariais ou de qualquer outro gênero.

Imagine que você é um bibliotecário de referência universitário e atende um usuário que irá publicar um artigo em um periódico científico internacional. Ao submeter o artigo, ele se depara com três opções de cessão de direitos no formulário de direitos autorais do periódico e te consulta para saber qual é a melhor opção, pois ele e os demais autores não chegaram a um consenso. Eis aí uma questão sobre direitos autorais. E como toda questão sobre o assunto, há várias perspectivas sobre a qual poderia ser respondida: os autores irão depositar esse artigo no repositório da universidade? Eles irão compartilhar esse artigo com outros leitores em alguma plataforma de ensino à distância? Ou irão distribuir apenas cópias impressas para fins de estudo e pesquisa? Essas são algumas das questões possíveis que podem ser pensadas para sobre o caso. E, obviamente, a resposta para cada uma afetará, de uma forma ou de outra, o interesse no direito dos envolvidos: autores, editora, universidade e leitores. Isso se não houver outros interessados.

Com o intuito discutir os direitos autorais para bibliotecários, que é o tema do meu mestrado em Ciência da Informação que inicio este ano na Unesp de Marília, este é um site pessoal onde publicarei informações sobre notícias, livros, cursos, eventos e conteúdos relacionados, além de um ambiente onde compartilharei meus estudos sobre o tema com o qual escolhi me ocupar: direitos autorais.

Desafie-se: ocupe-se com um tema também!

E tenha um Feliz Dia do Bibliotecário!